Grécia Além de Santorini: Atenas, Mykonos, Creta e as Ilhas Escondidas

A Grécia que a maioria dos viajantes conhece é Santorini — as casas brancas com cúpulas azuis de Oia, as fotos ao pôr do sol, os hotéis de luxo. É bonita, é real e é completamente diferente do que o resto do país tem a oferecer. Quem descobre a Grécia além de Santorini volta com uma visão completamente diferente sobre o que esse país é.

Atenas: mais do que escala para as ilhas

A maioria dos turistas usa Atenas como ponto de passagem para as ilhas — e perde uma das cidades mais fascinantes da Europa. O Acrópole e o Partenon, vistos ao vivo, são de uma escala que as fotos não transmitem. O Museu da Acrópole logo abaixo é um dos museus modernos mais impressionantes do mundo, com 4.000 anos de história grega. O bairro de Monastiraki tem um mercado de pulgas, ruínas romanas aparecendo entre cafés e uma energia de cidade mediterrânea que os turistas de passagem nunca chegam a sentir.

Mykonos: festas, vento e preços astronômicos

Mykonos é a ilha das festas e do turismo de luxo grego — moinhos de vento brancos, ruelas labirínticas (para confundir piratas, diz a lenda) e uma cena de balada que atrai celebridades internacionais. É cara, lotada em julho e agosto e genuinamente bonita. Prefira maio, junho ou setembro para a mesma beleza com metade do custo. A Ilha de Delos, a 30 minutos de barco, é um sítio arqueológico inteiro — a ilha sagrada de Apolo, desabitada e extraordinariamente preservada.

Creta: a ilha que é um país dentro da Grécia

Creta tem 260 km de comprimento e cabe mais destinos do que muitos países. O Palácio de Cnossos (a civilização minoana com 3.500 anos) fica perto de Heraklion. A Gorge de Samaria é uma caminhada de 16 km por um desfiladeiro que termina no Mar Líbio. As praias de Balos e Elafonisi ficam entre as mais bonitas da Europa. E a gastronomia cretense (dakos, polvo grelhado, queijo mizithra) é diferente e melhor do que no restante da Grécia continental.

Ilhas escondidas que vale conhecer

Naxos é a maior ilha das Cíclades com praias espetaculares, preços muito mais acessíveis que Santorini e Mykonos e um interior montanhoso com vilarejos medievais quase sem turistas. Sifnos é considerada a ilha de melhor gastronomia da Grécia. Hydra não tem carros — só barcos, burros e pedestres — e uma atmosfera que parece preservada em outra época.

Dicas práticas para brasileiros

  • Passagem aérea: voo direto do Brasil não existe para a Grécia — passe por Lisboa, Madrid, Frankfurt ou Paris.
  • Brasileiro não precisa de visto para a Grécia (membro da UE / Schengen) — passaporte válido por 6 meses.
  • Balsa entre ilhas é o transporte padrão — reserve com antecedência em julho e agosto (Blue Star Ferries é a operadora principal).
  • A melhor época é maio, junho e setembro — ótimo clima, mar quente, preços razoáveis e menos lotado.

A Grécia é um destino com profundidade histórica e beleza natural que poucas regiões do mundo combinam. Santorini é linda, mas é o começo da história — não o fim.


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