A Tailândia continua sendo um dos destinos mais visitados da Ásia por brasileiros — e por bons motivos: gastronomia extraordinária e barata, praias icônicas, templos que impressionam mesmo quem não é de religião budista e uma infraestrutura turística que torna tudo relativamente fácil mesmo para iniciantes em destinos asiáticos.
Bangkok: 3 dias que mudam a percepção
Bangkok é caos organizado numa escala difícil de imaginar antes de chegar — 12 milhões de pessoas num calor que não alivia nem à meia-noite, tuk-tuks entre carros, templos dourados entre prédios espelhados. O Wat Pho tem o Buda Reclinado mais impressionante do sudeste asiático, com 46 metros de comprimento. O Wat Phra Kaew (Templo do Buda de Esmeralda), dentro do complexo do Grande Palácio, é o local mais sagrado do país.
O mercado flutuante de Damnoen Saduak (1h de Bangkok) é turístico mas genuíno — barcos com frutas, comida e flores navegando por canais estreitos. O Chatuchak Weekend Market, aberto apenas sábados e domingos, é um dos maiores mercados ao ar livre do mundo — mais de 15.000 bancas em 35 hectares.
Chiang Mai: o norte que surpreende
Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia e o polo cultural do norte — mais tranquila que Bangkok, com montanhas ao redor, templos antigos e uma cena de comida de rua nos mercados noturnos que muita gente considera superior à da capital. O Doi Inthanon (a maior montanha da Tailândia, 2.565m) fica a 2 horas e tem quedas d’água e vilarejos das tribos montanhesas. O templo Doi Suthep, visto do alto da cidade, é um dos mais fotogênicos do país.
As ilhas: praias que justificam o voo
Koh Samui é a mais desenvolvida — resorts de luxo, praias com infraestrutura completa, vida noturna em Chaweng. Koh Phangan ao lado ficou famosa pela Full Moon Party (festa na praia com 30.000 pessoas mensalmente) mas tem praias tranquilas longe do agito. Koh Tao é o destino de mergulho e snorkel — uma das ilhas com maior concentração de escolas de mergulho do mundo, com corais ainda bem preservados. Koh Lanta e as ilhas ao sul (acessíveis de Krabi) têm praias menos comercializadas.
Quando ir à Tailândia
A Tailândia tem monções — e o timing muda conforme a região. Para Bangkok e o Norte: novembro a fevereiro é a estação seca ideal. Para o sul e as ilhas: depende de qual costa — o Golfo da Tailândia (Koh Samui, Koh Phangan) tem boa época de fevereiro a outubro; o Mar de Andaman (Krabi, Phuket) é melhor de novembro a abril.
Dicas práticas
- Brasileiro não precisa de visto para a Tailândia — entrada de 30 dias (estendível para 60 dias desde 2024) com passaporte válido.
- O baht tailandês é a moeda — use caixas eletrônicos locais ou compre em casas de câmbio nos grandes mercados (SuperRich é referência em Bangkok).
- Cobrir ombros e joelhos é obrigatório para entrar em templos — leve um sarong ou compre um na entrada.
- Comida de rua é absolutamente segura nos locais movimentados — pad thai, som tam, mango sticky rice nas bancas de rua são melhores que em restaurante.
A Tailândia é o destino que muita gente escolhe como primeira experiência asiática — e raramente decepciona. O país tem profundidade para várias viagens.


