Dez dias no Japão é o tempo ideal para o roteiro clássico sem pressa: Tóquio, Kyoto e Osaka com excursões a pontos secundários que ficam no caminho. É um dos roteiros mais bem servidos de transporte do mundo — o Shinkansen conecta as cidades em horas, e dentro de cada cidade o metrô cobre absolutamente tudo.
Dias 1-4: Tóquio
Quatro dias em Tóquio parecem muito mas passam rápido. No primeiro dia, vá ao Senso-ji em Asakusa de manhã cedo (antes das 8h os vendedores ainda não chegaram e a experiência é mais íntima), depois Akihabara para entender a cultura eletrônica e de anime japonesa. No segundo, Shibuya e o cruzamento mais movimentado do mundo, Harajuku e o Parque Meiji (um dos santuários mais serenos de Tóquio, escondido entre árvores centenárias). No terceiro, Shinjuku — o Golden Gai (ruelas com 200+ bares minúsculos) é único no mundo. No quarto, excursão de dia a Kamakura (1h de trem), com o Grande Buda ao ar livre e templos entre montanhas.
Dia 5: viagem de Shinkansen para Kyoto
O Shinkansen Nozomi leva 2h15 de Tóquio a Kyoto. Se tiver Japan Rail Pass, use o Hikari (2h45) — o Nozomi não aceita o pass. No caminho, se o dia estiver limpo, o Monte Fuji aparece do lado direito do trem — sente do lado B (lado do corredor em relação à janela, no sentido Tóquio-Kyoto) para a vista. Chegue em Kyoto à tarde e explore o bairro de Gion no começo da noite — época mais provável de avistar maiko (aprendizes de gueixa).
Dias 6-8: Kyoto
Kyoto merece três dias tranquilos. No primeiro, o Fushimi Inari de manhã cedo (os famosos torii vermelhos — chegue antes das 7h para trilhar sem multidão), seguido de Nishiki Market (mercado de alimentos estreito e fascinante no centro). No segundo, Arashiyama — bambuzal, rio Oi, templo Tenryu-ji com jardim zen. No terceiro, o templo Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado), depois a área do Philosopher’s Path (caminho ao longo de um canal entre templos, especialmente bonito em abril com as cerejeiras).
Dia 9: excursão a Nara e chegada a Osaka
Nara fica a 35 minutos de Kyoto — uma cidade onde veados sagrados caminham livremente pelas ruas e pelo parque ao redor do Tōdai-ji, o maior edifício de madeira do mundo (que contém um Buda de bronze com 15 metros de altura). Tarde em Osaka — a Dōtonbori com seus letreiros neon gigantes e food trucks é onde a cultura food de Osaka vive.
Dia 10: Osaka e partida
Osaka é a cidade mais descontraída do Japão — menos protocolo que Tóquio, gastronomia exuberante (takoyaki, okonomiyaki, kushikatsu), noite que dura até mais tarde. O Castelo de Osaka cercado por parque é bonito de fora mesmo sem fazer a visita interna. O aeroporto mais prático para sair do Japão após o roteiro é o KIX (Kansai International Airport), em Osaka — 75 minutos do centro de trem.
Dicas práticas
- Compre um IC Card (Suica, ICOCA) no aeroporto na chegada — funciona em metrô, ônibus e trem de quase toda a rede urbana e ainda paga em conveniências.
- Os convenience stores japoneses (7-Eleven, FamilyMart, Lawson) têm comida de qualidade real — onigiri, sandubas, bento boxes. São uma refeição honesta por ¥500-800.
- Dinheiro ainda é muito usado no Japão — mantenha ienes em espécie (caixas eletrônicos do 7-Eleven e do Japan Post aceitam cartões internacionais).
O roteiro Tóquio-Kyoto-Osaka em 10 dias é clássico por uma razão: é perfeito. Quem quer mais pode adicionar Hiroshima/Miyajima (1 dia fácil de Osaka) ou Hakone (1 dia de Tóquio). Quem quer menos pode comprimir para 7 dias cortando um destino — mas 10 é o tempo certo.


