O Vietnã entrou no radar dos brasileiros de forma discreta e está rapidamente se tornando o destino asiático mais buscado — superando destinos tradicionais como Tailândia e Bali para um perfil de viajante que quer gastronomia extraordinária, paisagens dramáticas e uma relação custo-benefício que a Europa nunca vai conseguir oferecer.
Por que o Vietnã é diferente
O Vietnã tem 1.650 km de comprimento mas apenas 50 km de largura no ponto mais estreito — é um país que você percorre de norte a sul como um roteiro em linha reta. Cada região tem clima, culinária e personalidade distintos: o norte é mais tradicional e montanhoso, o centro tem Hội An e a melhor gastronomia do país, o sul tem a intensidade de Ho Chi Minh e o delta do Mekong. Não é um destino de uma cidade — é um roteiro.
Hanói: a capital que surpreende
Hanói é a capital do norte, com um centro histórico de ruas medievais (cada uma dedicada a um ofício específico), lagos sagrados, templos confucianos e a maior concentração de vendedores de pho da terra. É mais tranquila que Ho Chi Minh e tem um charme que lembra uma versão asiática de uma cidade europeia antiga. O Bairro Antigo em torno do Lago Hoan Kiem é o ponto de partida para qualquer visita.
Hạ Long Bay: a paisagem mais famosa do Vietnã
A Baía de Hạ Long — com mais de 2.000 ilhas de calcário emergindo de águas verdes — é patrimônio da humanidade e uma das paisagens mais fotografadas do mundo. A melhor forma de vivenciá-la é num cruzeiro de um ou dois dias em junco tradicional, dormindo na baía e acordando com o amanhecer entre as ilhas. Reserve cruzeiros de nível médio-alto — os baratos têm superlotação e manutenção precária.
Hội An: a cidade mais charmosa do Sudeste Asiático
Hội An é unanimidade. A cidade antiga é patrimônio da UNESCO, com casas de comerciantes chineses e japoneses do século XVI pintadas de amarelo, lanternas de seda vermelho e laranja por toda parte e uma gastronomia que faz a maioria das pessoas querer cancelar o voo de volta. Cao lầu (macarrão com carne de porco) só existe em Hội An e só tem o sabor certo aqui por causa da água local. As praias de An Bàng e Cửa Đại ficam a 5 km — combinar cidade velha e praia é o formato perfeito.
Ho Chi Minh City: o motor econômico do sul
Ho Chi Minh (ainda chamada de Saigon por todos os locais) é caos organizado de motos, comida de rua em toda calçada e energia urbana que pouquíssimas cidades do mundo têm. O Distrito 1 é o epicentro turístico — Catedral de Notre-Dame, Museu da Guerra (impactante), mercado Ben Thanh. O Distrito 3 ao lado tem restaurantes e cafés mais locais. Os Túneis de Củ Chi, a uma hora, são uma experiência histórica marcante sobre a Guerra do Vietnã.
Quando ir e dicas práticas
- O Vietnã tem climas distintos por região — grosso modo, de novembro a abril é a melhor época para o centro e o sul.
- Brasileiro precisa de visto eletrônico (e-visa) para o Vietnã — processo simples pelo site oficial do governo vietnamita, aprovação em 3 dias úteis, custo de 25 dólares.
- Os dong vietnamitas são a moeda — 1 real ≈ 5.000 dong. Saques em ATM funcionam bem nas cidades grandes.
- Gastronomia de rua é muito mais segura do que parece — siga os locais: se tem fila de vietnamitas, é bom e é seguro.
O Vietnã oferece uma combinação de história, paisagem, gastronomia e custo-benefício que poucos países conseguem. Para o viajante brasileiro que quer sair da Europa e da América do Sul, é o destino que mais recompensa em 2026.


